sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal e Ano Novo

Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização.
(Martin Luther King)


Para todos aqueles que têm motivos para não sorrir no Natal, deixo aqui esta mensagem que espero venha a ser geradora de alguma esperança para o futuro!

Para todos aqueles que aguardam e podem divertir-se em grande neste período, espero que assim aconteça, disfrutem...mas nunca se esqueçam que a felicidade dos outros também depende de nós, da nossa solidariedade!

Sem descriminações, deixo aqui para todos os que me visitam, comentem ou não, os sinceros desejos de:

BOM E FELIZ NATAL PARA TODOS ASSIM COMO UM ANO DE 2010 TRANSFIGURADO PARA MELHOR!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

“…profecia do Santo Melga!”

Quem espera desespera, já muita gente dizia.
Eu canso-me de esperar, no raio do dia-a-dia.

Só encontro moscas mortas, em lugares de bons costumes.
As perguntas não têm respostas, resta-me aguentar queixumes.

É tudo sem Rei nem Roque nesta vida atazanada.
Quem me dera que amanhã a coisa esteja mudada.

Há quem pense que mandar é como um trono sem fim.
Enganam-se, e tenham calma!
Não ficam a rir-se de mim!

(O Santo Melga nasceu no Minho, ao som do acordeão e desde novo ouviu as palavras poéticas do saudoso Pedro Homem de Melo, escritas nos encantadores recantos da Quinta de Cabanas em Afife, “Melguei, melgaste, melgou, são três formas de melgar, mas a forma mais difícil é Melgar de cu pró ar! “ (o verbo era outro)
Hoje, o Santo Melga é venerado por diversos populares, mas renegado por alguns ilustres que no silêncio do seu desempenho lhe querem dar a beber sangue envenenado! Como santo que é tem resistido à tentação do Belzebu e não vai em cantigas, pois é mais dado a Melguices)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

NATAL…O tempo de sonhar na Fábrica de Letras!

NATAL…O tempo de sonhar na Fábrica de Letras!

Curiosamente ou não o tempo de sonhar exacerba-se mais pelo Natal.

Na Natalândia, berço originário do Natal, vivem uns seres que são conhecidos como humanos pelos outros habitantes dos planetas vizinhos. Seres de diversas formas e feitios, uns masculinos, outros femininos e outros conhecidos pelos “outros”.

A Natalândia transformou-se por volta dos anos setenta numa democracia onde, com o evoluir da espécie, se começou a sobressair a tirania e a porcaria. Seres incómodos e abjectos, estes dois. Ninguém quer acreditar neles, mas a todo o momento aparecem sempre com novidades. A última é que se lembraram de casar com a corrupção. Foi um casamento muito falado por toda a comunicação social, não faltaram prendas, algumas sob a forma de peixe, muita sucata, mas acima de tudo, muito dinheiro bem lavado. A boda durou meses, não foi contínua, mas havia almoços e jantares a toda a hora e todos os dias. Alguns dos convidados, como não podia deixar de ser, estiveram presentes em todos. Pela noite dentro, a particularidade do sexo não foi esquecido e a intensidade com que era praticado foi de tal ordem que alguns ficaram varados.

Na Natalândia não há pobres nem desemprego. Quem quer comer, pode-o fazer em Gabinetes de apoio à família e IPSS, e para dormir há muitos vãos de escada e cantos da rua bem abrigados, onde qualquer cartão serve para minimizar o frio, sim, porque na Natalândia só há frio e gelo no coração dos governantes. Só trabalha quem quer e quem não quer é porque não precisa, até há quem recomende o trabalho aos doentes, porque o trabalho dá saúde!

Na Natalândia, o pai Natal existe, mas foi visto recentemente na televisão entalado numa chaminé, certamente já está livre de perigo porque em qualquer recanto, mesmo nas caixas dos supermercados há enfermeiros.

Na Natalândia não há criminalidade, há afectos, alguns são vividos com intensidade elevada que há quem não resista. É um país curioso, onde a polícia parece ter substituído o gás pimenta por spray desodorizante e hilariante, porque a vontade de rir na Natalândia é tremenda …não há coisas tristes.

Na Natalândia o povo escuta-se um ao outro, não há segredos e com facilidade se trocam os telemóveis, apenas para aderir às novas tecnologias e aos topos de gama.

A Natalândia é uma terra de sonho, onde os pensamentos socráticos são diariamente discutidos e a realidade da vida faz inveja aos princípios proclamados por Bakunine, mas onde a palavra saudade, faz cada vez mais sentido. Saudade de ser criança, saudade de muitos amigos, saudade de sonhar com um Natal onde o nascimento corresponda a uma verdadeira justiça e a um verdadeiro amor.

Saí do meu sonho e nesta Fábrica de Letras quero desejar a todos os que me lerem um Bom e Feliz Natal assim como um ano de 2010 diferente deste que vai terminar…mas para melhor!

Texto do Melga, elaborado para a