quarta-feira, 28 de abril de 2010

O baile da vida...Os homens também se abatem!

Os homens também se abatem!


Poderia dedicar-vos esta música do Henrique, porque não, portanto aqui vai ela:




Tudo corria bem, bailava-se, bebia-se e porque não irritar um pouco, com a arrogância dos machos?
Claro, esta provocação pode custar-me alguns comentários a modos que...
Obra do destino, mas não do acaso, o XPTO teve que fazer uma biópsia da próstata...resumo do relatório:
"...adenocarcinoma infiltrante próstático grau combinado de Gleason 8 que envolvbe 80% do material da hemipróstata direita"
E está tudo dito. O XPTO viu o mundo desabar, lá vou ter que o ajudar a ultrapassar uma crise de identidade...são os bailes da vida, neste caso para os homens.

domingo, 25 de abril de 2010

25 de ABRIL....SEMPRE






Porque hoje é o dia 25 de Abril
Porque eu amo a liberdade
Porque me considero livre e sei respeitar a liberdade dos outros:

Relembro aqui ...."...há sempre alguem que diz NÃO"
e repito com tudo isto a crónica de 2009.
Trova do Vento que Passa
Adriano Correia de Oliveira
Composição: Manuel Alegre

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

As minhas irmãs...é para isso que servem os amigos.

Para as minhas irmãs ....que aqui encontro:



Verdade que irmãs não tive!
Ou tive? Não sei, talvez.
Contudo, sei que as tenho
junto de mim outra vez!
Quem são elas?
Onde param?
Perguntam os seres malévolos!
Não sei, respondo-lhes eu
e olham para mim incrédulos!
Do mesmo pai não são filhas,
para quê, isso esconder?
Também não foram paridas
da mesma mãe podeis crer!
É um  milagre do blogger
o reencontro afinal.
Pecados meus gostar delas,
em sonhos ...qual é o mal?
Tu, NINA, tens bem a alma
citada pelo Pessoa
"...tens um livro que não lês,
tens uma flor que desfolhas;
tens um coração aos pés
e para ele não olhas..."
Porquê? deixares-me assim?
Tu aí e eu aqui
somos irmãos pois então,
tu me queres e eu a ti!

E tu? GREEN, olhos verdes,
também Pessoa te toca,
"...baila o trigo quando há vento
baila porque o vento o toca
Também baila o pensamento
quando o coração provoca..."

AMARZITA, não me deixes
tão só, aqui nas ondas do mar
quando os irmãos te amam,
pode Pessoa cantar:
"...entreguei-te o coração
e que tratos tu lhe deste!
É talvez por estar estragado
que ainda não mo devolveste..."

E tu? XANINHA prendada,
minha irmã do coração,
também Pessoa me diz
que "...teu xaile de seda escura
é posto de tal feição
que alegre se dependura
dentro do meu coração..."

JAZZ, JAZZ sempre de saltos altos,
e no troar dos motores,
sofres por teres amores,
cantando Pessoa agora:
"...o guardanapo dobrado
quer dizer que se não volta.
Tenho o coração atado:
Vê se a tua mão mo solta..."

CORALINE, sempre em baixo,
nem pareces ser mulher,
manda tudo para o tecto,
ouve Pessoa dizer:
"...e assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
que se chama coração..."

MARY BROWN, tu bem sabes
que o tempo não volta atrás,
mas não consigo esquecer
que és uma das irmãs.
Para ti Pessoa diz:
"...Como a família é verdade!
meu pensamento é profundo,
estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!..."

CHICA, Chica...estás tão longe,
tão longe do meu deserto,
podia ficar mais triste
se o Pessoa não dissesse:
"...Dizem que finjo ou minto
tudo o que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
Écomo que um terraço
sobre outra coisa ainda..."
Mais irmãs eu tenho ainda
para poder aqui escrever.
contudo o tempo escasseia
e ainda há muito que fazer.
Pensais vós que me esqueci?
de vossos nomes, não é?
Cito-vos neste momento Pessoa:
"...que bom poder-me revoltar num comício dentro da minha alma!
Mas até nem parvo sou!
Nem tenho a defesa de poder ter opiniões sociais.
Não tenho, mesmo, defesa nenhuma; sou lúcido.
Não me queiram converter a convicção: sou lúcido.
Já disse: sou lúcido.
Nada de estéticas com coraçaõ: sou lúcido.
Merda! Sou lúcido....!

Vós aí e eu aqui
somos irmãos pois então,
vós me quereis
e eu a vós!





quinta-feira, 15 de abril de 2010

ABISMO

Abismo!

Bradar aos céus pouco interessa, quando o
Inferno nos rodeia!
Subitamente, o passo em frente e
Mergulhamos no infinito do caos e da escuridão!
Ontem como hoje e esperemos que amanhã não!

Onde está o Homem,
Maquiavélicamente está a desgraça!
Subornos,
Irracionalidades,
Branqueamentos,
Anarquia…

Afinal, este é o abismo em que,
Bruscamente nos pretendem atirar.
Infames!
Sofremos e agonizamos,
Muito provavelmente morreremos…
Onde nunca quisemos mergulhar!
Texto produzido para a

segunda-feira, 12 de abril de 2010

VOLTAREI!!!!

É imperioso o desaparecimento temporário....mas, Voltarei   


Sem Mais palavras, sem meias palavras, sem justificações inúteis... apenas as palavras do Tim:

Faz-me ser astronauta,



E voar...


Acordar meter os pés no chão,


Levantar, pegar no que tens mais à mão,


Voltar a rir, voltar a andar, voltar, voltar...


Voltarei... (8x)


Acordar, meter os pés no chão,


Levantar, pegar no que tens mais à mão,


Voltar a rir, voltar a andar, voltarei...

sexta-feira, 2 de abril de 2010