sexta-feira, 13 de novembro de 2009

" ERA UMA VEZ..."

“ Era uma vez…”
Com as desculpas à minha “bloguerfriend” Story, o inicio das histórias começa quase sempre com o antiquíssimo “era uma vez…”
Um menino que teve uma infância muito rica de experiências, apesar de viver num meio rural onde o atraso era incontestável. Experiências de trabalho e de relação, incluindo o facto de ter uma irmã mais velha 12 anos que sempre gostou de se fazer passar por mãe do menino…
O menino cresceu e a adolescência trouxe-lhe outras experiências, umas doces e outras amargas, umas amorosas e outras dolorosas…como a experiencia das exostoses na testa provocadas por excesso de cálcio, uma disfunção que trouxe ao de cima a insatisfação do sexo feminino (quais são os ícones que fazem correr as mulheres?), que era capaz de tempos a tempos ir visitar a avó que já tinha falecido há meses atrás.
Chama-se a isso a Mentira….e porque será que as pessoas mentem?
Autenticas perguntas de adolescente às quais ainda hoje não encontrei respostas nem vou encontrar nunca, porque o ser humano é muito complexo!
Tão complexo, que até chaga a ser considerado inimputável…
Como não podia deixar de ser o menino fez-se homem adulto e ultrapassou a vivacidade dos “inte”, a fogosidade dos “inta”, entrou na idade do “cu” com inteligência para viver todos os “enta”que espera ter pela frente... pese embora a modernização administrativa que entretanto foi instituída e que pretende derreter-nos em pouco tempo, com o slogan “aumentou a esperança de vida”.
Que chatice, a esperança de vida em termos médios…ainda há e vai continuar a haver pessoas a morrer muito novas…e sem esperança nenhuma!
O agora homem, comporta-se como um homem de e em sociedade, aprecia a feira de vaidades, não se surpreende com as faces ocultas mundanas, a miséria humana não é surpresa mas causa-lhe sempre uma compaixão, união de facto ou casamento tanto faz porque o que interessa é o bem-estar das pessoas, gays, lésbicas ou transexuais não o preocupam.
Em contrapartida, irrita-se com o desemprego, com a pedofilia, com o proxenetismo, com os negociantes de droga, de órgãos humanos e toda a forma de exploração sem escrúpulos.
Para onde caminha este homem?
Inevitavelmente para a prisão que constitui a morte, porque a liberdade vive-se em vida … pois já dizia o poeta “Não há machado que corte a raiz ao pensamento” e porque somos livres poderia começar de novo:
- “Era uma vez…”