sexta-feira, 26 de março de 2010

Para que a overdose não seja uma causa de overdose.

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Porque os meus leitores podem intoxicar-se com tanta overdose, deixo-lhes aqui um texto e uma música mais consonante



Se os textos anteriores fazem parte da minha terapêutica mental, este, que por sinal é já conhecido de alguns, pretende desencadear em todos vós uma onda erótica, introdutória de um fim de semana frio no tempo mas quente na Paixão( não só de Cristo, por estarmos em temos de Páscoa).
Deleitem-se, leiam, ouçam, amem, degustem, saboreiem, repitam as vezes que quiserem porque eu vou começar a fazer as minhas comprinhas da Páscoa (umas amendoas para uns amigos e uns ovinhos da Pascoa para uns afilhados que olham para mim como o galo dos ovos de...chocolate.
Fiquem a saber que sou muito guloso, Napolitanas, Cláudias, Helenas, etc...tudo que vem ao dente não escapa, podem ser de sobre(a)mesa, que eu trinco-as em três tempos:
1- no saco ou no prato;
2- na boca;
3 -no papo.
Ai...minhas amêndoas...aqui vai o texto:

O erotismo humano na ponta da língua…
Naquele dia acordei mal disposto, muito mal disposto e não queria ver ninguém.

Depois de uma caminhada á beira-mar, a brisa fresca que se fazia sentir foi-me acalmando e começou a crescer em mim a ideia de que podia transformar um dia difícil em momentos bem mais apetecíveis.

A ideia que era ténue, começou a fixar-se com muita intensidade na minha mente.

Acelerei o passo e disse para com os meus botões “Vai ser hoje”.

Calcorreados cerca de oito quilómetros o meu corpo estava quente e com vontade de saborear algo de apetitoso que lhe aparecesse pela frente.

Quando cheguei à esplanada da Avenida, sentei-me e olhei em redor. Não faltavam coisas esplêndidas para atacar.

Aquela frescura a olhar par mim de forma irresistível, pensando eu, que com o calor que estava, tudo se derreteria num instante. Cremoso como sempre e doce, diria que num abrir e fechar de olhos já estava no papo, acariciando com a língua cada gota que escorresse...

Contudo, eu já tinha tido o prazer imenso de sentir todo o seu sabor mais profundo, com um misto de crocante apaladado.

Ao lado, a Glória minha conhecida de longa data, olhava para mim como que a dizer “então Melga hoje não me comes?”

Vontade não me faltava mas o manjerico do sidónio estava atento e não queria abandonar a sua igualmente doce amiga.

Pisquei os olhos suavemente, passei a língua pelos lábios para os tornar mais húmidos e quem sabe mais apetitosos pelo realçar da sua vermelhidão. Apoiei a ponta do indicador sobre o lábio inferior e trinquei ligeiramente a unha, enquanto a água me crescia na boca quase não escondendo que me ia babar…

Fixei-me na Glória e nas tíbias bem torneadas, com um aspecto de quem queria que lhe pusesse a mão para, apertando-as, o seu apetitoso recheio se exteriorizasse, tal e qual quando se apertam as bolas (do Manel, onde o Jorge Amado e a Zélia Gatai, também as espremiam quentinhas).

Nata, muita nata ali á mão, não sabia bem quem atacar…mas a Glória, o seu orifício central onde se pode enfiar um dedo e depois rodá-la suavemente, enquanto nos deliciamos ao trincar a sua textura…como quem despe um vestido de seda fina!

Não hesitei mais, é a Glória que vou desconcertar…não muito longe os jesuítas aprovavam a minha escolha…garanto-vos que fiquei satisfeito, muito satisfeito!

Abençoado dia…terminado na esplanada do Zé Natário (Viana do Castelo) onde a pastelaria apresentada e aqui mencionada não deixa ninguém indiferente!